Algoritmos são pessoas

A imagem acima é o que o YouTube mostra para uma conta que uso muito pouco no sistema. Colocar O Antagonista como destaque na página inicial em “Breaking news” significa. Muito. Me fez lembrar deste texto e também deste outro, que fala exatamente o que digo no título: algoritmos são pessoas.

Vivemos uma alucinação coletiva. Plenamente acordada. Nela, a gente – coletivamente – se engana achando que as plataformas são neutras. Não são.

Este texto não termina

Tem um tanto de coisa acontecendo e a gente está perdidinho da silva

Escrevo estas linhas sem saber muito bem para onde vou. Há exatos 31 dias entrei em casa e não mais saí. No máximo fui até a portaria do prédio receber encomendas. Estou em isolamento social na esperança de colaborar para o achatamento da curva de contaminação e tentando proteger o máximo possível de pessoas. 

Trabalhando em casa tenho aprendido que muitas coisas que faço (quase 100% delas) no trabalho consigo realizar remotamente. Tenho dado aulas por meio de transmissões com interação via chat com meus alunos. Funciona legal, mas me faz falta a interação interpessoal. De qualquer forma, a gente vai se virando e acho que o resultado tem sido bom. Talvez este seja um grade aprendizado deste período. A digitalização forçada de vários processos vai acabar nos mostrando que a gente pode (e vai acabar fazendo) fazer coisas de um jeito diferente. Nossa relação com produtividade vai mudar. Nossa relação com trabalho, ensino e as tecnologias digitais interativas está mudando. Esta pandemia tem uma externalidade que ainda não sei se é positiva ou negativa, mas que – tal qual um catalizador – está acelerando transformações. 

O consumo de informações via plataformas sociais cresce absurdamente. O tempo online em cada uma delas tem aumentado desde que iniciamos o isolamento social. Isso me chama a atenção por uma série de questões. Gostaria de compartilhar com você que está lendo este texto para, quem sabe, conversarmos a respeito.

1 – A primeira coisa que este crescimento evidencia é que continuamos juntos, apesar de distantes. Isso é bem clichê, mas é legal de ressaltar. As plataformas (quaisquer que sejam) podem colaborar para aproximar pessoas em diferentes contextos. Este é um deles.

2 – Por outro lado, a maneira que as plataformas funcionam acaba reforçando a criação de uma percepção falsa da realidade. A manipulação algorítmica e as bolhas podem acabar nos levando a crer que comportamentos, opiniões e idéias que circulam em setores por vezes bastante restritos, sejam percebidos como muito mais amplos. Isso pode nos levar a acreditar em algo que não necessariamente confere com a realidade. 

3 – Além disso, tem a questão de como as plataformas selecionam e disponibilizam informações para serem exibidas para nós. A ideia de que se alguma coisa está sendo bastante discutida por pessoas que se assemelham com a gente ser importante para nós, é inicialmente, bem interessante, mas pode, à medida em que o tempo passa, nos afastar de assuntos que, embora não tenhamos indicado (ou pior: nem tenhamos tido a oportunidade de indicar) que sejam importantes para nós, acabam por desaparecer de nossos radares porque a plataforma assim julgou. Isso pode ser muito ruim para todos. Nesse sentido, é muito importante 

4 – Um outro cuidado que precisamos tomar refere-se ao conteúdo que circula. As plataformas já sinalizaram que não estão muito preocupadas verdadeiramente com o que circula em cada uma delas. O que elas precisam é que estejamos lá. Se estivermos lá, poderemos consumir anúncios e é disso que elas vivem. Quanto mais tempo ficamos, mais indicamos do que gostamos (cada clique ensina algo novo para a plataforma) e, assim, podemos ser alvo de ações de comunicação bem direcionadas e, portanto, mais efetivas – para os anunciantes. Em tese, isso não é ruim. O que pode ser bastante prejudicial é que, por não estarem muito preocupadas com o teor da informação que circula, ações de desinformação tem terreno fértil. E isso pode ser bastante perigoso. Além disso, tem a questão da superexposição. Somos encorajados a compartilhar mais e mais sobre nós nestes espaços. E isso pode facilmente fugir do controle, não só pensando na questão da proteção das nossas informações e da nossa privacidade, mas também por duas questões que me preocupam de maneira especial. A primeira delas refere-se à governança dessas informações. É comum as plataformas nos levar a crer que as coisas que colocamos ali somem rápido. Algumas funcionalidades amplamente adotadas até funcionam dessa forma, disponibilizando conteúdo para nossas audiências por um período curto (digamos, 24 horas) e a gente acaba achando que depois deste tempo, este conteúdo some. Só que não é bem assim. Pode até ser que a gente ou quem nos segue não vai mais ver aquele conteúdo. Mas a plataforma não necessariamente apagou aquele material. Não há qualquer garantia de que aquilo tenha sido apagado. 

Eu avisei. Este texto não termina.

Let it go – Alguns links sobre Vigilância e Monitoramento

Praticando o esvaziamento de abas abertas, itens da lista de leitura e notas aleatórias. Aqui vão alguns links sobre vigilância e monitoramento que estavam guardados.

Ainda Sem Nome

Ainda Sem Nome foi um podcast sobre comunicação digital e áreas correlatas feito por mim e pelo meu colega Felipe Menhem. Foram 135 episódios semanais, com duração média de 45 minutos, produzidos entre 2011 e 2017 (todos em áudio; alguns também em vídeo). O objetivo era conversar e debater sobre qualificação de mercado, tendências, clientes, boas (e más) práticas, eventos, redes sociais e o que mais desse na telha. Não raro, apareceram alguns convidados.

O site do podcast era o aindasemno.me, mas perdemos o domínio por falta de pagamento 🙂

Imbuídos pela nostalgia e também pelo hype em torno dos podcasts em 2019, resolvemos retomar os arquivos e republicá-los. o processo demandou uma revisão dos meus parcos conhecimentos de mysql, o que foi gratificante. Consegui recuperar todos os posts e episódios. Os comentários ficam para uma outra oportunidade. De qualquer forma, você pode acessar o acervo do podcast que agora está repousando em www.caiocgo.com/asn.

Refletindo sobre a ambígua característica das plataformas sociais

Logo após o massacre impingido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo em Paraisópolis, na madrugada do dia 01 de dezembro de 2019, um vídeo começou a circular nas plataformas sociais retratando uma reunião entre moradores do Morumbi, bairro vizinho de Paraisópolis e o comando do 16º Batalhão da PM. O vídeo não foi gravado após o massacre, mas sim vem do documentário Entremundo, de Thiago Brandimarte Mendonça e Renata Jardim, feito em 2015. O trecho que circulou foi editado a partir de dois pontos do documentário. O primeiro começa aos 13:50 e depois outro pedaço vem de 18:00. Veja o vídeo que circulou.

https://www.youtube.com/watch?v=rIFmUlRC1vE

Além de mostrar o ódio que os ricos sentem dos pobres no Brasil (não imagino que isso seja novidade para você), neste trecho há uma coisa muito importante, que passou desapercebida por muitos.

Não é o cara de terno e gravata falando cidaões (sic). Não é também o cara pedindo para “limpar” Paraisópolis. 

O que quero ressaltar é uma frase impactante. Acho que dá para desenvolver algo a partir dela. Na frase, destacada a seguir a partir de um trecho de uma intervenção de um morador do Morumbi, pode-se perceber algo importante para desenvolvermos uma visão um pouco mais crítica das plataformas sociais:

“(…) olha, se tivesse um Batman – eu já escrevi isso várias vezes – se tivesse um Batman; um Batman na rua, ia matar todo mundo aí”

(referindo-se, obviamente à população de Paraisópolis)

Este trecho, bem pequeno, que passou batido para praticamente todo mundo que compartilhou e reverberou o vídeo editado, me acendeu uma luzinha importante, que se relaciona com muito do que venho discutindo sobre as plataformas de mídia e de rede social. 

As plataformas proporcionam a catalise de uma coisa que é, ao mesmo tempo, o maior benefício e o maior malefício da Internet como ambiente de comunicação: qualquer um pode postar o que quiser.

Obviamente as pessoas podiam postar o que queriam antes de existirem e serem amplamente adotadas as plataformas sociais. Mas estas plataformas, como disse, proporcionam uma aceleração e alcance sem precedentes, funcionando como um catalisador. 

Observando a frase destacada da fala do morador do Morumbi, não é exatamente a catalise que assusta, mas o fato de este morador usar em sua narrativa o argumento de que “já escrevi isso várias vezes”. É aí que quero chegar. As plataformas sociais permitem que falemos o que bem quisermos. Recebemos, por isso, likes e comentários; que acabam nos estimulando a falarmos mais e mais porque estes ativos intangíveis evidenciam o ganho de capital social, tão importante em redes sociais (digitais ou não). 

A dinâmica social que percebemos em plataformas como o Facebook, Instagram e WhatsApp é bem semelhante à que vemos no trecho do vídeo. No trecho temos pessoas que pensam de forma semelhante e que se apoiam reunidas no espaço restrito do batalhão de polícia (um grupo de WhatsApp ou de Facebook apresenta dinâmica bastante semelhante) e que aprovam ou dão suporte ao que membros falam ao concordarem balançando suas cabeças e proferirem “humhum”, “é isso mesmo” ou apenas sorrindo. Nestes ambientes, falamos o que queremos.

Se não encontramos voz dissonante ou comentário contrário ao que foi falado, acabamos por acreditar que falamos algo importante e que pode ser repetido. Esta é a dinâmica perigosa.

Como estamos vivendo um período em que discordar é algo desvalorizado e que buscamos nos aproximar apenas daqueles que concordam com a nossa visão de mundo, corremos o risco de desenvolvermos a falsa sensação de que tudo o que falamos e pensamos é correto.

O cidadão do vídeo, que se gaba por já ter escrito isso várias vezes (provavelmente em grupos do FB ou do WhatsApp), não se sente constrangido de dizer que gostaria de ver alguém matando pessoas de quem não gosta ou por quem não nutre simpatia. Como ninguém provavelmente jamais disse a ele que desejar a morte de pessoas não é uma coisa bacana, ele não se sente minimamente acanhado de revelar esta sua vontade. 

E esta é a dinâmica que impera nas plataformas sociais. Como Han fala exaustivamente, a negatividade é evitada a todo custo na sociedade contemporânea. Vivemos evitando qualquer coisa que nos faça ter que discutir. A problematização de questões é vista como negativa e queremos distância disso como sociedade. Textos longos são evitados e ridicularizados. Vale o meme e o riso fácil. Embora muitos memes tragam importantes reflexões, o que se vê é o trabalho de superfície; aquilo que traz o riso fácil e rápido. Ao invés de discutir e problematizar, cancelamos.

Enfim, o comportamento natural contemporâneo é o de evitarmos embates e nos cercarmos apenas daquelas fontes de informações com as quais concordamos a priori. Tiramos conclusões rápidas a partir de títulos compartilhados. Não clicamos nos links; compartilhamos, curtimos e seguimos adiante.

Tendemos a ignorar / deixar de seguir ou bloquear aquelas pessoas e fontes de informação com as quais discordamos, apenas as pessoas que concordam com a gente vai ver o que a gente posta e acabar interagindo com nossas postagens. A ausência de vozes que discordam do que falamos acaba por criar em nós a ilusão de que aquilo que falamos é a verdade; afinal, ninguém nos disse que não é. Então, é.

Nesse sentido, não há espaço mais adequado para a perpetuação deste comportamento que uma plataforma social que me permite este controle, de ver apenas o que eu quero ver e de falar o que eu quero para que pessoas que concordam comigo possam concordar e replicar a mensagem. 

Este ambiente, o ambiente de uma plataforma social, é o ambiente onde aquele morador do Morumbi “escreveu várias vezes” e que validou a sua fala estapafúrdia, que torna externa a vontade de matar as pessoas de quem não gosta. Estamos todos, de uma forma ou de outra, nos comportando como este morador do Morumbi. Não que todos tenhamos vontade de matar outras pessoas como ele, mas fato é que estamos falando apenas coisas rasas para pessoas que concordam sem querer conversar e assim o ciclo vai se perpetuando.

Eu acho que é sobre isso (e como escapar disso) que devemos conversar em 2020, e daí para sempre. Como fazer? Eis a questão. Tem uma ideia? Comente. Vamos conversar em busca de uma resposta ou ao menos um caminho.

Para quem se interessou, eis o documentário completo, publicado no YouTube pelo Le Monde Diplomatique Brasil:

https://www.youtube.com/watch?v=emj6jqA6Ywg

A profusão das notificações

As notificações carregam parte da culpa por nos sentimento constante de ansiedade e de incapacidade de mantermos-nos atualizados com o que acontece com o mundo nos dias atuais. Fato.

Fato também que gestores têm abusado deste recurso. Seja durante a navegação em um site (como no caso do Metrópoles, abaixo)…

…ou durante a experiência de uso de um aplicativo (como no caso do Rappi, a seguir).

Pelo video acima, dá para ver meu nível de tolerância com essa quantidade de notificações. No caso do Rappi foram 07 notificações em 3 horas de app instalado.

Pela madrugada, né? Usar um app ou acessar a web hoje em dia está uma verdadeira luta.

Toda vez que vejo isso…

Toda vez que vejo uma ação de comunicação com o argumento de que tal empresa é “o Uber de XXX” ou “o Netflix de XXX” logo me lembro das sábias palavras da Lisa Simpson quando Marge fala da universidade McGill, num episódio da 22ª temporada:

E eis que isso ocorreu novamente há pouco:

Em outras palavras, o que a Lisa quer dizer (e que todo mundo deveria ouvir) é que “qualquer coisa que se denomina “o XXX do YYY” na verdade é o nada do nada”. Isso se aplica a muitos empreendimentos que apenas se espelham em outros. Não há identidade; capacidade distintiva… Enfim. Não há nada que os identifique, a não ser a sua semelhança (cópia) de uma outra coisa.

Ou seja: ainda há muito o que evoluir… 🙂

Há oito anos…

Direto do túnel do tempo resgato esta entrevista que dei para a revista Ciência Hoje das Crianças. Na ocasião eu estava coordenando o curso de Produção Multimídia na PUC Minas e falei sobre a profissão que, apesar de o curso ter acabado, ainda é muito necessária neste mundo hiperconectado e de multifluxos de informação.

Diferentemente do que fiz com o acervo da WWW, este exemplar está aqui pros meus filhos um dia lerem em papel mesmo. A vizinha daqui do prédio doou um monte de outros exemplares da revista e eu juntei este ao bolo. Acho que vai ser legal se um dia eles toparem com o pai deles numa revista…

Mudando algumas coisas de lugar

Com o objetivo de liberar espaço aqui em casa eu resolvi digitalizar minhas colunas publicadas na revista WWW em 2005. Foi um período bem interessante onde escrevi algumas coisas para esta publicação mensal. As colunas foram publicadas entre as edições 59 e 78. Agora você pode ler tudo aqui. Obviamente muitas coisas mudaram, mas vale pelo registro 😉

59 – Faça bom uso da rede

60 – Use o bom senso na internet

61 – Liberdade de verdade

62 – E aí, terminou?

63 – A internet não tem dono

64 – Critique e deixe criticar

65 – Por trás da web 2.0

66 – Usabilidade é coisa séria

67 – Faça bom uso do e-mail

68 – Conhecer para fazer

69 – E-mail não é site

71 – Quem é o profissional web?

73 – A importância da compatibilidade

74 – Respeito é bom e o usuário gosta

75 – Sua empresa na web

78 – O desafio da newsletter

Intercom 2019 – Belém (PA)

No último dia 06/09 estive em Belém para apresentar um texto que está em desenvolvimento em meu grupo de pesquisa sobre a plataformização da nossa presença na Internet.

O título do texto é: “Precisamos conversar sobre o Facebook: Uma provocação sobre a plataformização das atividades sociais na Internet“. Ele faz parte de um conjunto de relatos de investigações que venho fazendo na REDE nos últimos anos.

A apresentação fez parte da programação do GP de Comunicação e Cultura Digital da Intercom. Durante o resto do evento participei de diversas sessões do GP e o aprendizado foi muito grande.

O texto, como dito, está em elaboração. A versão apresentada (veja a apresentação por este link) vai receber alguns aportes a partir dos ótimos inputs que recebi no evento e será publicado no e-book que o GP lançou este ano. Aguardem novidades nos próximos meses 🙂

Atrás do trilho, reside um velho milho

Outro dia um colega professor falou que escutar podcasts era uma tortura. Adorei.

Como você deve saber, ouvir podcasts pra mim é exatamente o contrário de uma tortura: é um enorme prazer. Aprendo muito. Este post, então, é apenas uma desculpa para recomendar a você dois podcasts bacanas. Tudo porque os seus episódios mais recentes falam sobre milho.

O primeiro deles é o 37 graus. Para mim, um dos melhores podcasts produzidos no Brasil na atualidade. Para contexto, recomendo o episódio Pipoca, Pamonha e Canjica. O episódio mostra muito da capacidade das apresentadoras/redatoras/produtoras de contar histórias. Fala, logicamente, sobre o milho.

O outro é o podcast do Duolingo em espanhol, que, em seu mais recente episódio, claro, fala também do milho. Adoro este podcast para aprender um pouco e minimizar os micos que pago quando me meto a falar espanhol.

Aproveito a desculpa dos podcasts para recomendar a você que escute uma música que gosto muito:

https://www.youtube.com/watch?v=qJluvrleBUM

Algumas coisas que percebi durante o mês que usei o Nubank como meu principal cartão

Tenho o cartão de crédito do Nubank há alguns anos e priorizo o uso dele para fazer minhas compras pela internet. Ele se mostrou muito mais bacana do que o meu cartão anterior, do Santander. O que me fez priorizar o uso do Nubank para compras online foi o fato de repetidamente o Santander negar processar uma compra legítima que eu estava tentando fazer online e eu só conseguir fazer pelo Nubank. Você pode até argumentar que o Santander faz isso por segurança. Mas aí quando apareceu uma compra suspeita na minha fatura, novamente tive muito mais trabalho de cancelar e não ser cobrado indevidamente pelo Santander do que pelo Nubank.

Por isso (e claro, por uma série de outros motivos) o Nubank tem tomado de assalto (trocadilho infame) o mercado de serviços financeiros no país.

Recentemente foi habilitada pra mim a função de débito no Nubank. Achei interessante e resolvi passar um mês usando apenas o Nubank para débito e crédito. Foi julho. Assim que recebi meu salário, fiz um saque para garantir um $$ no bolso durante o mês (emergência, etc) e transferi todo o resto pra conta do Nubank; durante o mês usei apenas o cartão para débito e crédito.

A primeira coisa que senti foi um frio na barriga. Isso porque fiquei com medo de precisar fazer saques. Afinal, cada ida ao caixa 24h para tirar dinheiro de sua conta no Nubank vai te custar 7 dinheiros. Ou seja: se você vai tirar R$10, o que vai sair de sua conta são R$17. Assustador. Ainda bem não precisei fazer isso. Obviamente, como tenho conta no Santander, poderia tirar por lá. Isso me deixou mais tranquilo. Mas enfim.

Uma outra coisa que achei bacana foi usar apenas a aproximação do cartão para pagar coisas no débito. Achei muito legal e, ao mesmo tempo preocupante. Em alguns locais, apenas aproximando a compra já era processada. Em outros, além de aproximar, precisava digitar a senha. Em alguns, embora a maquininha tivesse o indicador de pagamento pro aproximação (algo que au acabei usando muito) os operadores nem sabiam do que se tratava. Fiquei um pouco preocupado com a questão da segurança. Qualquer pessoa com meu cartão poderia fazer comprar mesmo sem saber minha senha!!

Ao longo do mês tudo correu bem. Paguei todas as compras com o Nubank e foi uma experiência bem interessante. Já nos últimos dias de julho, ao fazer uma compra na loja do Leroy Merlin, o operador do caixa puxou papo quando fui pagar com débito Nubank e ele me deu uma dica. Ele disse que estava usando a conta do Nubank também, mas que fazia diferente. Ele passava todo o dinheiro para a sua conta do Nubank como eu. Mas ele não usava o débito. Apenas o crédito. De acordo com ele, o dinheiro ficava rendendo lá na conta e, quando chegava a fatura ele pagava com o dinheiro que estava lá. Ele disse que sempre dava para ganhar alguma graninha extra assim. Achei que o caixa da Leroy era realmente muito mais esperto financeiramente do que eu. A cada dia, um novo aprendizado 🙂

Enfim. O experimento foi legal para descobrir que eu realmente não preciso mesmo do Santander para viver. Embora a questão de pagar POR SAQUE seja bem ruim, tenho esperança de um dia isso se resolver e eu passar a usar apenas o Nubank.