De uns tempos pra cá voltei a usar o Thread Center para postar fios no Twitter. E, como eu tenho uma política de apagar automaticamente o que posto naquela plataforma depois de alguns dias, tenho replicado o que posto aqui também. Afinal, é meu interesse que a gente consiga resgatar estas reflexões e conversar sobre elas. No Twitter isso, como sabemos, não é possível.

Enfim. A thread que replico aqui agora ocorre em momento oportuno. Há alguns dias ocorreu um engraçado fato com a Ana Maria Braga, que teve sua conta mimetizara por alguns perfis de pessoas engraçadinhas que quiseram fazer piada com alguma coisa relacionada ao Big Brother. Daí ela deu uma bronca e isso me incitou refletir sobre a coisa.  Esta reflexão vem logo abaixo. Antes dela, preciso apresentar outra publicação que é bastante importante que é a do episódio do podcast da Kara Swisher em que ela entrevista o Sacha Baron Cohen. Neste episódio, dentre outras coisas, a responsabilização do FB por muitas coisas que vem acontecendo na sociedade atualmente.

Então, já que foi dado o contexto, segue uma breve reflexão minha sobre – principalmente a chamada de atenção que a Ana Maria Braga dá mas, também, levando em conta o episódio que falei do Sway:

O problema não é apenas o Facebook. Precisamos (re)pensar todas as plataformas sociais e entender que elas tem responsabilidades, sim, com tudo o que está acontecendo com nossa sociedade.

Claro e óbvio que a responsabilidade não é apenas das plataformas, mas elas tem sim, grande carga de responsabilidade sobre este lodo de desinformação que vivemos. O que ocorreu recentemente com perfis “verificados” se fazendo passar por Ana Maria Braga e postando desinformação é sinal evidente da necessidade de pensarmos em uma forma que vá além do que as próprias plataformas fazem em relação à desinformação.

O fato de ter sido uma ação de piadas não faz a coisa ser menos desinformação, pessoal. Acordem com relação a isso!

Foi uma sorte ter sido “apenas” uma brincadeira por causa de um programa de TV. No entanto, o princípio é o mesmo. Embora parece que só quem não tem o selinho de verificação parece dar valor a ele, é importante observar este selo como uma mensagem da plataforma de que aquele perfil posta coisas válidas. Do contrário, qual o sentido da validação? Quando isso é subvertido, há uma série de sinais a perceber: 1) a validação é inócua; 2) a plataforma não faz um bom serviço indicando quem é ou não válido; 3) não há qualquer acompanhamento acerca do que os “validados postam”… Enfim. A lista cresce!

De qualquer forma, o que deve ser levado em conta é que estes espaços sociais em forma de plataformas precisam ser tratados de forma mais séria institucionalmente. Ficar apenas achando que as próprias empresas vão dar conta de regular é tapar o sol com a peneira.