Plataformas como câmaras de eco

Devemos revisitar sempre e refletir sobre as plataformas sociais como “câmaras de eco. Estes espaços estão funcionando cada vez mais como lugares em que falamos para nós mesmos ou para aqueles que pensam como nós.

E, embora estejamos falando muito mais aqui (e em outras plataformas), estamos dialogando cada vez menos. A própria dinâmica e natureza das plataformas incentivam isso. Postamos mais e conversamos menos. Não há benefícios nisso para os usuários.

Diálogos e relacionamentos não são construídos. Apenas rolamos telas e manifestamos apoio aos com os quais concordamos com RTs e corações. As ações não ultrapassam este espaço e não se materializam.

Estudar e observar o que acontece aqui também é um desafio ourobouros. Ficar olhando trending topics (que são altamente manipuláveis, já sabemos) e mapear redes parece ter pouco efeito.

Ver ligações e mapear redes em um sistema onde as postagens não são efetivamente mostradas para os usuários da rede me parece um esforço vazio. As plataformas estão demonstrando existir (mais e mais) apenas para publicidade.

Isso é algo que vem amadurecendo dentro da minha cabeça há alguns anos. Em 2018 e 2019 publiquei diferentes reflexões sobre o assunto. Para o próximo ano, mudanças na forma de olhar as coisas e, principalmente, na forma de usar as coisas. Redução ainda maior de uso de plataformas sociais.

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